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A história da Amistad E-mail
Written by Maria Alexandra Campos   
Thursday, 31 January 2008

Em 1839, 53 africanos foram ilegalmente raptados na África Ocidental e vendidos para o comércio transatlântico de escravos. Agrilhoados a bordo do navio português Tecora, foram levados para Havana, em Cuba, onde foram classificados fraudulentamente como escravos nativos de Cuba. Foram comprados pelos espanhóis José Ruiz e Pedro Montez, que planearam transferir os cativos para outra parte da ilha na escuna de carga La Amistad. Ao terceiro dia de viagem, um cultivador de arroz de 25 anos, de nome Sengbe Pieh, chefiou uma revolta e apoderou-se da escuna. Sem experiência de navegação, os cativos dependiam de Ruiz e de Montez para conduzir a escuna na direcção de África. De noite, contudo, os dois espanhóis alteravam o rumo do navio para noroeste. A Amistad seguiu este rumo ziguezagueante durante semanas, acabando por ancorar ao largo do Leste de Long Island, onde foi tomada pelo USS Washington, da Marinha americana, e rebocada até ao porto de New London, no Connecticut. Ouvidos pelas autoridades, os africanos foram detidos, acusados de motim e de homicídio e encarcerados em New Haven, onde ficaram a aguardar julgamento. O caso tomou proporções históricas quando o antigo presidente John Quincy Adams defendeu os cativos perante o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, conseguindo a sua libertação. Em 1841, os 35 africanos sobreviventes foram conduzidos de volta a África.

 

Last Updated ( Sunday, 03 February 2008 )
 
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